domingo, 11 de fevereiro de 2007

O motivo das estatísticas.

No texto anterior sobre preconceito, deixei algumas coisas fora de pauta.
Mas nesse e mais dois textos, tentarei aprofundar-me um pouco nesse tema que é complexo demais para ser demonstrado em apenas um texto.
Obrigado.


Bem, o que falaremos hoje será do preconceito racial, o mais famoso, o mais comum e até mesmo o mais aceitável.
Quem nunca discutiu com um serzinho preconceituoso?
Eles falam, mostram “estatísticas”, tentam ser corretamente político.
E às vezes, você pode ficar sem palavras pelas “estatísticas” apresentadas pelo orador na discussão. Mas eles nunca se perguntaram uma coisa, qual o motivo das estatísticas?
Todos já sabemos quando foi a aprovação da lei Áurea, que foi em 1888.
Façam uma conta agora, quanto tempo de atraso teve a aparente “inclusão” dos negros na sociedade pseudo-européia que aqui habitava?
E há outro fator, a Lei Áurea realmente incluiu o negro como um cidadão, com direito a escola, trabalho e outros?
Podemos constar que as famílias negras tiveram dificuldade de evoluir, financeiramente.
E a educação depende do financeiro, e uma família educada gera outra geração educada.
Agora, me digam se relativamente, pessoas que foram incluídas por completo na sociedade, apenas no século XXI não estão relativamente melhores a pessoas que tem sua geração incluída dês do tempo da onça.
Podemos, agora, pensar que o motivo das estatísticas são simplesmente os antepassados dos preconceituosos que citei no começo do texto.
Hipocrisia criticar a sua própria criação, não?

Pensem nisso.

2 comentários:

Clarissa Santos disse...

Humm,
bom. Muitoo bom.
Me perdi um pouco..
mas gostei!

:DD

Anônimo disse...

Esse tema tratado é de muita importância. Tenho, porém, algumas ressalvas a fazer.
Primeiro, ao você dizer que o preconceito racial é "o mais famoso, o mais comum e até mesmo o mais aceitável" equivocadamente aparenta tratar-se de uma alegação preconceituosa. Afinal, nenhum tipo de preconceito é aceitável!
Segundo, quando você diz ou questiona se relativamente as pessoas que foram incluídas por completo na sociedade apenas no séc. XXI não estão relativamente melhores à pessoas que tiveram sua geração incluída desde o tempo da onça, você acha que estão ou não estão? Eu acho que não estão!!!
Adorei o texto Pedrão! É sempre muito bom disseminar bons ideais, para a sociedade que tanto erra!
Beijos