terça-feira, 12 de junho de 2007

Futuramente

Não tememos mais a Bruxas.
Não tememos mais feitiços.
Não tememos mais a Cristo.

Hoje temos medo de gente.

Não cremos em vida após a morte.
Afinal, não há mais vida.
Apenas a certeza de um futuro decadente.

Não vivemos mais por nós.
Vivemos pelo amontoado de pessoas.
Nessa cidade estranha, confusa e louca.

Agüentamos sem se queixar.
Afinal, os futuros precisam criar.
Uma concepção errônea.
De uma verdade impura e tristonha.


Não tememos mais a Bruxas.
Não tememos mais feitiços.
Não tememos mais a Cristo.

Mocidade

Nobremente, o sujeito se anuncia, com voz grossa e imponente.
Feito gente, humana e feliz, o homem critica a leviandade desta vida sem cura.
Critica a vida. Critica-nos.

Nobremente, o homem se impõe ao pensamento que pensa ser demente.
Feito gente, faz-se gente, em frente aos que considera levianos e decadentes.
Critica a vida. Critica-nos.

Nobremente, usa de sua máxima persuasão, faz como fez Platão.
Retoricamente, retoma a posição de gente e se recolhe à insignificância mortal
A qual ele deveria estar acostumado.

Depois, a idade chega e arrebata a continuação.
O homem faz-se valer um tostão.
Não é mais nobre, apenas feliz sóbrio.

Nobremente, se acostuma, senta e vê a vida passar
Como quem nada mais espera, mas mesmo assim senta e espera
Deixando passar os pensamentos que uma vida cheia de vida o dera.

Afinal, o nobre tornou-se humilde em pensamentos.
Nobre não mais.
Voltou a ser apenas o pobre.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Nossa tribo, marginalização

Não sou nenhum cartão de visita
Para eu me dar, pra tu ligar!
Não quero mais trocar de roupas
Andar dessa forma é o mesmo que me enganar!

Eu Nunca fui hippie, nem fui grunge, ou punk.
Pois aquilo se torna tão falho em frente ao palanque.

Confesso que nunca gostei de tribos
E penso que prefiro a solidão

Mas há algo que eu gostaria confessassem!
Amigos, colegas, enfim, minha população!
A tribo legítima do nosso Brasil
Agora é a tribo da marginalização!

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Contradição.

Desde os primórdios, veremos concórdias, desavenças e penitencias.
Até a nossa morte, talvez julgada pela sorte, por Deus ou por você.
Esse conceito depende de você.
Você o faz você o cria você o vê.
Você.
Nós abstratos são laços, talvez regaços de uma vida que pode, com esforço, verdadeiramente se ver.
E a “verdade absoluta” age talvez como corrente que reluta em permitir a nós ver, não somente olhar, e apenas crer.
E nossa “necessária” necessidade de uma base, de uma vida, de uma esmola, talvez da droga que nos faz felizes cegos ou conscientes comodistas.
Egoístas.
És egoísta?
Talvez seu ego seja comparável ao de um artista.
Mas sua alma ao de um vagabundo.
Bom proveito do nosso mundo imundo.

Eu vi! Juro que vi!

Eu.
Eu vi a luz da estrela transparecer.
Eu vi a vida, vejo a morte ligando a TV.

Como podem afirmar que isso é clichê?

Sendo que nem mesmo ao anoitecer
A luz das estrelas pode se ver.

Eu.
Eu vi o amor nos olhos dela.
Eu vi o amor nos olhos da Cinderela.

Como podem afirmar que isso é clichê?

Sendo que usamos vendas negras
Para até de nós mesmos nos esconder.

Eu.
Eu senti. Apenas senti.
E afirmo que hoje isso, não é um clichê.
Afinal, vivemos sem sentir.
Um palmo, um sopro de humanidade por vir.

Você se lembra?

Você se lembra de quando...
Você se lembra de quando nós...
Sentávamos nas beiradas das ruas sujas?
Para brincar de criticar.
Para falar o que tem que se dizer.
Sem mesmo estar ou ser.

Veja como tudo mudou!
E o nosso sonho já se acabou!
O que havia com os hormônios?
Eles faziam-nos pensar.
Pensar, falar, falácias ao tentar.
Se expressar em posição ao que não se sabe.
Mas pelo menos tentar.
Tentar, vasculhar e pensar.

Agora estamos aqui.
Admitindo nossa hipocrisia.
Tendo a felicidade disfarçada.
E uma bomba armada.
Pronta pra se auto-explodir.
Sem deixar o mínimo rastro de nós.
De ti.

Clichê

Clichê.
Neurônios que se queimam.
A TV que se liga.
A morte que se vê.
Presunção jornalística.
A vida que ascende.
Nietzschez na mídia.
Paulo também.
A citação do apito do trem.

Clichê.
Cartomante lê mão.
O povo come pão.
O circo habita.
Nossa visão aflita.
Pelo ver.
Pelo não crer.
Da TV ao ler.
Pelo clichê.